Não quero! Já disse que não! Eu sei, meus olhos não falam assim, mas não quero! Coração? Perdido! Razão? Esquecida. Defesas? Avariadas. E motivo? Nenhum, ou seriam todos!
A questão é que um olhar encontrou o outro, sentiu o tremor de quem quer, mas não se aproxima, aquela impotência do quem não sabe como fazer . A ingenuidade de perceber que não percebeu ou, talvez, não perceba nunca. O que são, afinal, sorrisos sem causa ou olhares tímidos? O que são minutos a mais num abraço quando os dois querem parar o tempo? Nada! Nunca serão nada se forem sempre regidos pelo quase. Quase que foi e não chegou a ser. Quase que foi sim, mas nunca deixou de ser não! Porque respostas só há duas: Sim ou não!!! Uma não é dada por falta de honestidade e a outra porque o medo não deixa falar.
E o tempo, esse é cruel. Cura todos os males mas faz questão de arrastar pra longe os quases. Duvidas, incertezas. Se for uma coisa que você acha gostar porque não mergulhar de cabeça? Bateu no fundo? Doeu? Verbo conjugando no passado e não no futuro!
O “quase” é um fantasma que persegue minha geração. Quase ficamos juntos pra sempre! Quase fui estudar fora! Quase fiz o curso que eu queria! Quase aprendi a tocar aquele instrumento! Quase fiquei bêbado! Quase amei de verdade! Quase fui o primeiro no coração de alguém! Quase comprei o que eu queria! Quase não postei esse texto!
Pensem se estamos fazendo isso certo! ;)

