
Mel, Deus do céu... Eu amo essa menina! #prontofalei
Cabeças explodiram agora, aposto! Mas é o seguinte: não é de hoje que a conheço, e não faz pouco tempo que digo que ela é meu xodó. É daquelas pessoas que aparecem na nossa vida por acaso e se encaixam de forma tão perfeita que faz você pensar como conseguiu viver tanto tempo sem.
Já passamos por cada uma, cada furada, cada encrenca e o melhor... Sairmos ilesos. Alguma circunstancia da vida nos deixou longe por um tempo, mas foi só um tempo. Tempo para pensarmos e voltarmos mais unidos do que nunca. Aprendi muito com ela, aprendi a dar mais valor as coisas simples, aprendi que numa aula chata colinho e cafuné é melhor que conversar, me ensinou a superar as armadilhas vida com um sorriso no rosto, e muitas outras coisas. Tenham certeza que boa parte do que sou hoje devo a ela.
Festa. Hora do show. Milhares de pessoas. Gente se encontrando, gente se desencontrando, alguns conversam, outros correm, todos bebem. Milhões de possibilidades, qualquer matemático calcularia sem maiores problemas usando a formula de quantidade de gente por espaço. Pena que nesses casos a matemática não funciona. Acho que é um mistério e não há ninguém que consiga entender realmente o que é.
Ele avança sem curtir muito o show, pensando em todas as coisas que queria fazer naquela noite.
Ela anda dançando tentando não lembrar o que a fez querer sair de casa.
Seus olhares se cruzam, talvez a insegurança o tenha feito olhar pra baixo, talvez a timidez a tenha feito olhar para o lado. É! Talvez.
Mais tarde eles voltam a se encontrar, ele ainda sem saber porque continua naquele show se não tá gostando, ela, porque continua sem conseguir esquecer o que tava pensando. Mas resolvem conversar, talvez um resolva o problema do outro. Conversa flui legal, são diferentes e parecidos ao mesmo tempo, por um momento ele gosta do show, por um momento ela esquece de tudo. Um amigo em comum diz que seria divertido se eles ficassem, que a noite seria legal para todos. Ele não sabe o que falar depois disso, está preocupado. Ela sente o mesmo. Foi a primeira vez que pensaram parecido.
Meia hora de papo, meia hora de pensamentos, talvez fosse bom ficar com ela, talvez fosse estranho, talvez ela fosse a escolhida, talvez não. Perguntas e dúvidas, falta de atitude, são surpreendidos por um empurrão, e por um instante os lábios se tocam e os olhos se fecham, coração acelera, adrenalina faz seu papel, o mundo para. Talvez ficasse parado por mais tempo se alguém não tivesse gritado, se ele não tivesse pensado, se ela não tivesse acordado.
Ele tá sem reação, não sente as pernas que estão dormentes. Ela não sabe o que fez, nem porque fez. Talvez ela tenha gostado, talvez ele tenha achado o máximo, talvez tivessem ficado de novo, talvez o show acabasse ali, é! Talvez!
Ela corre, desaparece. Ele vai atras dela, atônito! Ele a encontra chorando, ela o explica o que pensava. Ele pede desculpas, ela diz que sente muito. O show termina, ele dorme sem graça, ela dorme triste. Tudo porque TALVEZ o beijo não tenha sido dele pra ela ou dela pra ele, talvez os lábios tenham feito o papel de algum outro alguém. É! Talvez.
Ele nunca vai saber, ela nunca vai falar.
Érica, pessoal, é alguém que consegue trazer alegria ao ambiente, é uma pessoinha que me faz lembrar que mundo não é ruim, que existem coisas boas e que a humanidade tem salvação. A conheço a pouco menos de um ano, mas desde então sempre que a vejo seu sorriso me contagia. Sério! Me lembra um sorriso de criança: puro, doce. Sabe aquele sorriso gostoso que te deixa sem ar? Exatamente esse.
William Blake costumava dizer: “podemos ver o infinito em um grão de areia, e a eternidade em uma flor”. É simples, mas explica muita coisa. Explica facilmente porque eu escolhi Érica pra desenhar.


