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Bem vindo ao mundo real!
This is where we belong.


     Todo final é uma merda. É a peste do telefone que não toca, é uma certeza do que deixou de ser, um vazio que fica na alma e ninguém consegue explicar. É vazio, sobretudo. E esquecer parece uma missão impossível, algo que nunca vamos conseguir fazer. Mas os dias passam o vazio torna-se aquilo que ele realmente é: nada. Quando nos damos conta já deixamos de sentir, deixamos de nos importar e deixamos de tentar esquecer porque, simplesmente, já esquecemos.
     Porém um dia, quando menos esperamos, quando estamos confortáveis, estamos em perfeita harmonia com a vida que levamos, aparece alguém, ahhh! Alguém, que vira nosso mundo de cabeça pra baixo e que nos leva as certezas construídas com base na unica pessoa em quem aprendemos a confiar: nós mesmos.
     O medo de errar é maior, mas ao mesmo tempo é impossível deixar de querer.  Querer é errado? Tentar é pecado? 

A foto foi pelo que Camila me disse hoje:
Camila diz: nano, vc é uma tartaruga e não sabe, é misterioso, paciente, não se importa com muita coisa, vive sozinho e vagando, mas todo mundo fica feliz quando te ver.

Texto pequeno, jogo rápido... Próximo post será comentários sobre os comentários do post anterior. Tem algo que eu quero falar, e mostrar alguns comentários que eu não autorizei porque achei desnecessários =/


   Era quarta-feira, seis de Abril. Recente, mas mesmo assim não lembro do que estava vestindo, acho que porque peguei a primeira roupa do armário. Tinha pouco tempo, o taxi estava chegando, ela já tinha ligado pra avisar que ia atrasar, eu queria chegar cedo, impressionar. Em menos de meia hora cheguei ao restaurante, esperei por pouco mais de cinco minutos. Pedi um suco, ela vinho.

   Era a primeira vez que estávamos a sós, mas não fez muita diferença porque mesmo quando saíamos com mais pessoas sempre acabávamos numa conversa qualquer, isolados do resto do mundo. A noite correu como um rio, mas não sei o que dissemos! É engraçado como eu lembro tanto e tão pouco daquela noite. Acho que conversamos sobre banalidades, bandas, tsunamis, desenhos da infância. Lembro da dificuldade de controlar seu olhar, que parecia querer ver minha alma. E isso era inesperadamente bom, e eu tava com medo. O vinho deixou tudo menos frio, meus olhos brilhavam, minhas pernas tremiam minha pele só queria o toque dela. O vinho serviu como desculpa ou pelo menos pra dar coragem... Minha mão procurou sua cintura, sua mão procurou a minha. 

   Nesse dia cheguei em casa com um sorriso diferente e não havia nada que me fizesse dormir enquanto ainda podia sentir o calor de nossas mãos entrelaçadas.
E com isso tudo, já era dia sete.



"Deixa, se fosse sempre assim
Quente, deita aqui perto de mim
Tem dias, que tudo está em paz" (Angra dos Reis - Legião Urbana)